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“Tantos humanos.
Tantas cores.
Disparam permanentemente no meu íntimo. Atormentam-me a memória. Vejo-os alto nas suas pilhas, todos amontoados uns por cima dos outros. Há ar que parece plástico, um horizonte como cola a secar.
Há céus manufacturados por gente, furados e a pingar, e há nuvens macias, cor de carvão, a bater como corações negros.
E depois,
Há a morte.
A abrir caminho por entre tudo isso.
Á superfície: resoluta,imperturbável.
Por baixo: nervosa, perturbada e destroçada.
(…)
O cheiro semelhante a um forno, mas tanto frio mesmo assim.
Arrepio-me sempre que me lembro, e tento abstrair-me.
Sopro ar quente para as mãos, para as aquecer.
Mas é difícil mantê-las quentes quando as almas continuam a tremer de frio.
Deus.
Digo sempre esse nome quando penso naquilo.
Deus.
Pronuncio-o duas vezes.
Digo o seu nome numa tentativa vã de compreender.”
Morte em “A rapariga que roubava livros” , Markus Zuzak